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Alguém entrou na estação e gritou: «amanhã, o comboio já não sai». Foi no último dia do ano de 1989 e foi o último dia do ramal Moura - Beja. As estações e os apeadeiros estão tristes e desoladas. São duas linhas de ferro com 60 km de abandono. O povo não esqueceu o som da automotora e ainda se lembra dos risos das crianças e das fatiotas domingueiras. O comboio já não pára ali mas há quem ainda o recorde com um suspiro enorme. Foi com o Mezicles Helin.
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